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terça-feira, 7 de abril de 2015

Gentileza, obrigação ou responsabilidade?


Vamos trocar miúdos? Parafraseando, gentileza gera gentileza, certo? Vamos, vamos!
A frase gentileza gera gentileza, ficou famosa por causa do profeta Gentileza, doce personagem da cultura pop carioca. Hoje é quase senso comum. Afinal quem duvida do efeito multiplicador da gentileza? Basta um sorriso cordial aqui, uma frase gentil ali, e a gente já fica feliz da vida, mais propensa a uma ação cortês acolá. Então, por que não ativar conscientemente esse ciclo justo quando mais precisamos da gentileza alheia?
Ser gentil com os outros não é só uma questão de educação. É uma excelente estratégia para fomentar novas oportunidades.
Já existem muitos trabalhos acadêmicos sobre as vantagens de se praticar a gentileza. Tanto para a saúde e o bem-estar quanto para a vida profissional. Pessoas mis amáveis, por exemplo, são menos propensas a hipertensão ou a problemas cardíacos. Além disso, a pratica da gentileza tanto por pessoas como por empresas, gera mais oportunidades e negócios e maior fidelidade de clientes, parceiros e empregadores. E, curiosamente, há registros científicos de que até animais escolhem se aproximar, por instinto, das pessoas mais gentis. Ou seja, independentemente do período já é bem legal poder tiara proveito das vantagens da gentileza. Num momento de fragilidade emocional, então, nem se fala...
Ser gentil não é ser puxa saco. Ao contrário. A gentileza é prima da grandiosa elegância. Representa ser um ato de educação e civilizamento. 
Tem gente que economiza gentileza. E as guarda só para as pessoas das quais imagina que pode receber algo em troca. Para esses e essas, deixo aqui registrada minha experiência, na forma de 3 boas notícias:

1ª a gentileza não é como uma sola de sapato, que gasta quando você usa. Muito pelo contrário. Quanto mais você praticar, mais fácil e fluido será seu movimento.

2ª todo mundo, por menos significativo que lhe pareça, pode lhe oferecer algo em troca. Ainda que indiretamente. Essa recompensa chega mais cedo ou mais tarde, pelas vias mais inusitadas.

3ª nem toda gentileza precisa ser ostensiva. Muitas vezes, há mais gentileza no silencia que nas palavras.

Posso afirmar que tive uma aula de gentileza e que revisei todos os conceitos e contextos válidos por ela. Mas sempre tenho dúvidas e nesse caso, a dúvida é: gentileza ás vezes é confundida com obrigações e deveres? Tive uma discussão com uma pessoa próxima a mim, onde me irritei porque a pessoa no caso mãe de um conhecido meu, simplesmente acha que filho é por no mundo, e o resto... ah ele se vira, já é grande! Isso foi o que eu ouvi, sabe, há alguns anos essa mesma estranha que tem o nome de mãe, diga-se de passagem, para não perder tempo inventando outro pra ela, mandou seu filho sair de casa, porque os seus enteados, supostamente não gostavam do menino, tudo bem, e o que ele fez, arrumou suas trouxas e foi! Ora revoltante, não suporto ver esse tipo de situação! A criatura passara a viver seus dias sozinhos, e realmente tinha exemplos o suficiente para se tornar um playboysinho de meia tigela, mas não, ele tomou tudo àquilo como exemplo para sua vida, e tomou o rumo do amor, muito embora vivesse no desamor, também começo a trabalhar para se sustentar, enquanto isso, sua mãe fazia comida ao enteados, lavava a roupa deles, mas o garoto se virava sozinho.
Chegou o dia da formatura de seu ensino médio, e a senhorita “mãe” resolveu ir viajar, ou seja, da sua família de sangue ninguém esteve presente naquele momento tão importante, e se isso não bastasse, para consolo, a abominável criatura, prometera a ele um carro! E sim serviu como uma luva para não haver nenhum resquício de amargura, até porque era algo que ele muito precisava, mas se passaram dois anos e nada desse fajuto automóvel, e sabe do mais, sinceramente perdi as estribeiras, quando ele passou no vestibular para ingressar no ensino superior e pediu auxílio financeiro a malévola, e ela negou-se de gastar seu santo dinheiro, ora disse que não tinha, mas a cada ano faz suas viagens costumeiras onde leva a bonequinha da família, desprezível isso!
E então neste momento surgem as desculpas, e escondem-se as responsabilidades e gentilezas. A criatura tem tanto tempo ócio e acaba de inventar semana após semana uma depressão! Sinceramente, mentes ocupadas são verdadeiras oficinas de ajuda humana e benéficas a si, mas mentes vazias é a oficina do diabo!

Realmente eu tento não parecer e nem ser tão intrometida, mas qualquer pessoa que vivesse próxima a uma situação dessa não aprovaria nem um resquício dessa conduta. Nesse caso, além de faltar gentileza e amor ao próximo, também falta inteligência e responsabilidade, se colocou o filho no mundo que cuide, que crie! Ou então não se chame de mãe! O fato é recíproco, um dia a pessoa envelhece e quando espera cuidados estará sozinha. Pois pessoas ásperas que só procuram auge egocêntrico, que só pensam em si e não são gentis, espantam até os animais, o que direi sobre os seres humanos. Quando a gente não dá, a gente não pode cobrar. Água parada é posso fundo! Imagine então tudo aquilo que eu sei e que vocês nem imaginam!

Senhor onde está a Gentileza? Ou pelo menos a fragilidade! Me inspirei no livro Quarentena Amorosa, pois houve trechos que tiveram encaixes perfeitos com o assunto que abordei! Boa Quarta-Feira Amigos e Amigas!

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